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O Monte Roraima, com Altitude de 2.810 m, se localizada na América do Sul, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Constitui um tepui, um tipo de monte em formato de mesa bastante característico do Planalto das Guianas.
Geologicamente, estima-se que a região tenha se erguido há mais de 2 bilhões de anos, quando a América do Sul e a África ainda estavam ligadas e formavam o supercontinente chamado de Gondwana. 

Foi escalado a primeira vez em 1884 por Harry Inniss Perkins.

Conta uma lenda dos Macuxi(povo indígena que habitava a região), referente ao imponente Monte Roraima, que no passado, não havia ali nenhuma elevação, não se encontrava nenhum planalto, as terras ali eram baixas, alagadiças, próprias para capivaras e aves aquáticas. Nas vizinhanças viviam diversas tribos indígenas, muito mais do que hoje vivem.
Certo dia porém, sem que os pajés pudessem explicar, nasceu nesse local, uma viçosa Paruru (bananeira), planta nunca vista naquelas paragens. Em pouco tempo aquela árvore cresceu assustadoramente dando belos e incríveis frutos. Todos ficaram estarrecidos com aquilo, mas um aviso divino aos pajés proibiu que se tocasse na árvore ou nos seus frutos, alegando que se tratava de um ser sagrado. Se essas recomendações fossem desobedecidas, a caça desapareceria, os frutos murchariam e a terra tomaria forma diferente. Ninguém, então, ousava tocá-los, eles eram sagrados e Paaba (deus) não gostaria de ver sua determinação desrespeitada.


Ao alvorecer de um belo dia, as populações indígenas foram tomadas por indescritível surpresa: Alguém, quem não se sabia o nome, havia cortado criminosamente a bananeira e roubado o cacho precioso, cujas bananas estavam amareladas qual ouro do Quinô. Em poucos instantes a natureza protestou violentamente. Trovões, relâmpagos abalaram as populações que ficaram apavoradas. As caças corriam para longe, as aves voavam alto em revoada e cantavam um canto triste de despedida. Enquanto isto acontecia, desabava uma pesada chuva, e do centro da terra, tão baixo que era, começava a surgir, espetacularmente, o Majestoso Monte Roraima, alteando-se cada vez mais e mais, de modo assustador, ostentando um formoso diadema de nuvens, que até hoje lhe orna a fronde altaneira, no azul do infinito.

















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